Arquivos diários: 11 de julho de 2014


ELES ERRAM SEMPRE

Chegou-se à semana final da Copa do Mundo. Os pessimistas de plantão devem se encontrar desesperados. Salvo o drama de Neymar, até o momento tudo correu bem nos estádios.

 

Todos com suas capacidades plenas. Um público vibrante e participativo. É verdade que faltou o povão. Culpa da FIFA. Os preços dos ingressos foram exorbitantes para grande parcela da população.

 

Não faltou energia elétrica nos múltiplos estádios. A comunicação dos eventos foi perfeita. Ninguém se queixou de falhas na internet. São motivos de satisfação para todos os brasileiros.

 

Cabe, neste cenário, uma retrospectiva sobre os meses que antecederam o evento esportivo. Anunciou-se o caos. A catástrofe plena. Nada funcionaria. Apontaram para uma vergonha nacional.

 

Deu-se, com o início dos jogos, o anticlímax. Tudo perfeito. Os visitantes estrangeiros à vontade nas arquibancadas. Os nacionais vibrando nas praças e ruas do nosso imenso território.

 

Ora, aqui uma indagação: por que alguns bem situados e com possibilidade de se expressar sempre se mostram pessimistas e aterrorizantes?

 

Defeito de formação. Alguns, entre nós, se julgam superiores aos demais. Com este defeito, possuem um profundo desprezo pela realidade que os cercam.

 

Dizem: tudo no Brasil é negativo. Tomam outros países – com componentes sociais diferentes – e comparam. Ai vem a saraivada de maldades contra os nossos costumes e condições de vida.

 

Uma lástima. É bom que a juventude economicamente colocada possa viajar. Conhecer outras realidades. Estudar em grandes instituições no exterior.

 

Não pode, porém, gerar uma onda de pessimismo incapaz de observar as boas coisas de nossa sociedade. Trata-se de um velho hábito dos povos ibéricos.

 

Considerar alguns países como superiores às suas próprias origens. Foi assim no passado de Portugal, quando o francesismo dominou as mentes lusitanas.

 

Transformou os costumes daquele país peninsular em arremedo da vida em Paris. Uma verdadeira anedota. Este hábito chegou ao Brasil desde a colonização.

 

Ninguém queria se estabelecer na colônia. Aqui era lugar para enriquecer e voltar a Portugal para, então esbanjar, em ingênua imitação, o que fora amealhado nos trópicos.

 

Hoje, a modo já não é o francesismo. Olha-se para o norte e só se vê qualidades nos Estados Unidos. Nada contra. É preciso, no entanto, ter capacidade de ver cada sociedade com seus costumes e valores.

 

Uma sociedade que deixa de acreditar em sua capacidade de se impor torna-se fraca e tende à fragilidade. Chega de imitações ingênuas. É preciso voltar a vibrar com as qualidades nativas.

 

Um povo que criou uma comunidade coesa e trabalhadora nos trópicos, tal como fizeram os brasileiros, mostra-se vitorioso e capaz de prosseguir com novos sucessos.

 

Seria bom que as cassandras – sempre situadas nos mesmo postos de observação – esqueçam seus complexos e suas tibiezas perante a realidade.

 

Poderiam ser mais positivas em suas análises e observações. Cansam e erram sempre. Deviam lembrar Juscelino. O presidente construtor de Brasília dizia: Os otimistas podem errar. Os pessimistas começam errando.

 

A Copa do Mundo aponta para a verdade desta afirmação.