UM BOM QUADRO ELEITORAL


As atenções estão voltadas somente para a Copa do Mundo. Os meios de comunicação estendem seus noticiários em um só espaço. São os gols. As defesas espetaculares.

 

No entanto, concomitantemente com a Copa do Mundo, episódios que dizem respeito à vida de cada brasileiro vão se desenvolvendo. É o futuro dos assuntos públicos que vai delineando.

 

Termina, nesta segunda feira, o prazo legal para a realização das convenções partidárias para a escolha dos candidatos às eleições de outubro próximo.

 

O quadro político está definido. As eventuais substituições de candidatos, após esta data, somente poderão ocorrer em situações extraordinárias. A sorte está lançada, como diriam os romanos.

 

Em São Paulo, pode-se afirmar que a democracia saiu ganhando na atual etapa política. Não ocorreu o afunilamento de candidaturas. Foi comum,

em pleitos passados, que os governantes, em processo de reeleição, somam, em torno de seus nomes, a imensa maioria das legendas partidárias.

 

Feria-se, com esta posição das lideranças políticas, princípio fundamental da democracia. A possibilidade de avaliação e escolha, entre múltiplos candidatos, de um reconhecido como o mais afinado com o eleitorado.

 

Era o monopólio do mais aparelhado, em razão do uso da máquina governamental. Agora, foi diferente. Abriu-se um leque de opções ao eleitor.

Ele poderá escolher a personalidade que melhor apresente valores e posicionamentos de conformidade com sua própria visão do mundo. Não hegemonia.

 

Muito pelo contrário. O eleitor terá um nome oferecido pelo PSDB, o atual governador de São Paulo. Outro apontado pelo PMDB, o novíssimo nome de Paulo Skaf. E o PT, com suas tradições e combatividade, apresenta o médico Padilha.

 

Estes os três candidatos de maior proeminência apresentados aos eleitores. Não há prognósticos plenos neste momento. Ao terminar a Copa do Mundo, o grande debate político se iniciará.

 

O tempo de televisão dos três candidatos é praticamente idêntico, o que dará uma possibilidade igual a cada um dos postulantes. Todos poderão expor suas idéias e indicar as imperfeições dos adversários.

 

São Paulo é o um estado da federação altamente politizado. Cada figura pública é analisada com lentes cívicas sensíveis. Haverá, é claro, como geralmente ocorre, um confronto entre o novo e o velho.

 

Os projetos não realizados ou as conquistas administrativas destes últimos anos serão objeto de apurada aferição pelo eleitorado. Sempre existe no intimo das pessoas uma vontade de renovar.

 

Este elemento poderá ser um fator considerável nesta campanha como foi em pleitos passados. É preciso aguardar a apresentação das propostas. Conhecê-las em profundidade.

 

O eleitor, com a mesma atenção que acompanha os jogos de futebol, terá que seguir o desenrolar da campanha. Não é uma mera copa o tema central de uma campanha política.

 

É muito mais. Trata-se da evolução de temas administrativos e consolidação de ideários democráticos. Não se pode ser omisso, quando se trata de política.

 

Aquele que se diz isento de vontade política está cometendo um desserviço à comunidade e a si próprio. A democracia exige participação. Acompanhamento constante.

 

É privilegiado todo aquele que pode participar ativamente da política pelo voto.

 

Desperdiçar o voto é agredir a cidadania.

Imprimir